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sábado, 27 de agosto de 2011

5 de setembro dia da Amazônia





O dia 5 de setembro comemora-se o dia da Amazônia, a maior floresta do mundo.
A extensão da floresta amazônica abrange, além dos estados brasileiros do Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão, área do Mato Grosso, outros países da América do Sul, como: Venezuela, Guianas, Suriname, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador.
A área da floresta representa dois quintos da América do Sul e a metade do território brasileiro. Além disso, concebe um quinto das águas doces do mundo, sendo a maior bacia hidrográfica do planeta, com extensão de sete milhões de quilômetros. Os principais rios que formam a bacia são, além do Amazonas, os seus afluentes: Negro, Trombetas e Japurá – à esquerda; e Madeira, Xingu, Tapajós, Purus e Juruá à margem direita.
A Amazônia deve ser preservada, pois é a maior reserva natural do planeta e proporciona o equilíbrio ambiental do mundo.
Sua biodiversidade é muito grande, com espécies animais, vegetais e minerais que formam um ecossistema autossutentável. Pesquisas calculam que em suas riquezas existam cerca de cinco milhões de espécies de plantas, mil e cem espécies de aves; duzentas e cinquenta, de mamíferos; e duas mil, de peixes.
A vegetação da Amazônia é composta por três tipos de matas: a de igapó, de solo inundado; a de várzea, com inundações somente em algumas épocas do ano; e a de terra firme, com solo seco e árvores que alcançam 65 metros.
O clima da região é quente e úmido, com chuvas abundantes o ano todo.
A seringueira é uma das espécies vegetais mais importantes da região, em razão da extração da matéria prima para a produção da borracha, o látex, que é até hoje uma das principais extrações feitas, juntamente com a castanha-do-pará e do guaraná.
Várias espécies vegetais podem ser aproveitadas por indústrias de fabricação de medicamentos e cosméticos, aumentando a economia produtiva do país.
A EMBRAPA – empresa brasileira de pesquisa agropecuária - iniciou em 1990 um trabalho sobre recursos genéticos e a biotecnologia, a fim de organizar a distribuição da heterogeneidade das espécies vegetais da região. Foram levantadas mais de 3.500 espécies, sendo classificadas em gênero e família.
Atualmente, os problemas mais sérios que a Amazônia vem sofrendo são os desmatamentos de suas árvores para o contrabando de madeiras; a caça e a pesca, predatórias, que tem causado a extinção de várias espécies animais; e as disputas de terra.
Pessoas influentes da televisão têm lutado para a preservação da floresta amazônica, através da coleta de assinaturas para que seja feita modificação na Constituição Federal do país, no que diz respeito à preservação da floresta. Através do projeto “Amazônia para Sempre”, buscam junto aos nossos governantes “a interrupção imediata do desmatamento da floresta amazônica.” Você também pode participar!
Com tantas riquezas, a Amazônia tornou-se interesse de grandes potências do mundo. Alguns países têm publicado em seus livros de geografia que a floresta é parte do patrimônio mundial, o que não é verdade. A Amazônia pertence ao território brasileiro e não podemos deixar que outras nações retirem o que é nosso.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ouviram ou não ouviram do Ipiranga?


O Hino Nacional, o patriotismo e as datas cívicas sumiram da escola. Aproveite este Sete de Setembro para tratar do assunto.

Hora cívica na Ministro Marcos Freire: crianças cantam o hino toda semana. Foto: Maurício Barbante
Hora cívica na Ministro Marcos Freire: crianças cantam o hino toda semana. Foto: Maurício Barbante
A cena ao lado é repetida toda semana: os alunos da Escola Municipal Ministro Marcos Freire, em Cuiabá, em Mato Grosso, reúnem-se no pátio, perfilam-se e cantam o Hino Nacional. "É dever da escola ensinar a reverência aos símbolos nacionais", diz a diretora, Elka Cardoso Oliveira.

Há uns vinte anos, essa seria uma verdade absoluta. Mas já não é bem assim. Em algumas escolas, cantar o hino e comemorar as datas cívicas são atos suspeitos de ter parentesco com aquele mau nacionalismo da ditadura militar (1964-1985). Para outras, a idéia de que somos uma nação é tão abstrata que o civismo não tem sentido para os alunos.
Em um ponto todos concordam: a maior parte das escolas têm dificuldades em explicar aos seus alunos que país é este, que        deveres temos como brasileiros e o que é amar a terra em que nascemos.
A cidadania No próximo mês, dia 7, o Brasil completará 175 anos como país independente. A data é ótima para um debate com seus alunos sobre o que é a cidadania e como colocá-la em prática. Acompanhe um roteiro de atividades sugerido por uma educadora de Santa Luzia, MG.

A ressaca
Nos 21 anos em que durou, a ditadura militar usou os símbolos nacionais como se fossem dela. Era a época das prisões, dos exílios e do "Brasil: ame-o ou deixe-o". Doze anos depois, esses anos de chumbo ainda pesam na cabeça de muitos professores.

O hino 
Cantar o Hino Nacional sem entender o seu significado, como um papagaio, pouco vale. Uma professora de Português, em Recife, propõe que a turma mergulhe na letra do hino para compreender o que ela quer dizer e, de quebra, ter uma aula de gramática.
A nação só será etendida se for vista no dia-a-dia


Qual foi a última vez em que seus alunos cantaram o Hino Nacional? E a bandeira do Brasil, em que data foi hasteada? Em grande parte das escolas, o hino foi ouvido pela última vez em maio de 1994, executado por alunos emocionados com a morte do piloto brasileiro Ayrton Senna. No mesmo ano, a bandeira surgiu agitada pelos mesmos estudantes, agora entusiasmados com a Copa do Mundo dos Estados Unidos. E foi só.

É pouco, mas melhor do que nada. Se os símbolos brasileiros e a pátria ainda são lembrados em momentos de fortes emoções, pode-se partir daí para tratar o conceito de nação em classe. "Não vamos conseguir falar em nação com os alunos se não mostrarmos onde ela está no cotidiano", afirma Ghisleine Trigo, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Educação de São Paulo (Cenp).

Encarregada de sugerir às escolas as melhores alternativas para encaminhar os conteúdos curriculares, a Cenp propõe que, já a partir da primeira série do primeiro grau, os professores comecem a falar de pátria, patriotismo e símbolos nacionais. "É a descoberta da identidade, pois o aluno trabalha com fotos da própria família, depois identifica seu bairro e vai ampliando o círculo dos grupos aos quais pertence e com os quais tem afinidades", explica.

No segundo grau, a idéia de que todos pertencem à mesma nação já estará, espera-se, presente nas cabeças dos alunos. "É o momento, então, de situarmos o Brasil diante das demais nações do mundo e compararmos nossas estruturas sociais."

Banho de cidadania 

A pedagoga Wadiswava Dominick também acredita que os estudantes só se sentirão parte integrante e interessada da nação brasileira se passarem, antes, por um banho de imersão nos princípios da cidadania. Diretora do Colégio Kramer, em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, ela sugere atividades para alunos de quinta a oitava série que se estenderiam do início de agosto até a Semana da Independência, em setembro.

A proposta exige uma participação ativa do professor em sala de aula, pois a atividade é formada por debates e reflexões junto com a turma. "A idéia é fazer os alunos refletirem sobre o que vêem à sua volta", explica Wadiswava. "Quando percebem criticamente o mundo, as pessoas querem mudanças e, como nada pode ser feito individualmente, a necessidade de agir em sociedade para lutar pelo bem comum é facilmente compreendida."
Acompanhe a proposta da professora Wadiswava.

Baixa auto-estima  


É difícil respeitar um país quando se acha que tudo que existe no exterior é melhor
Você sabe, brasileiro é meio malandro, não quer trabalhar. Carros nacionais? Ih! Umas carroças! Nossa comida, nossas roupas, nossos pintores não chegam aos pés dos de lá de fora... Mas é isso mesmo? Você se mata de trabalhar, não? Nossos automóveis, livros e políticos são piores do que os dos outros? Por que um camembert é mais gostoso do que um queijo-de-minas?
Se neste país há mesmo algo pior do que nos demais, é a sua auto-estima. "Nossa tendência é achar que a beleza, a competência e a inteligência dos outros são sempre maiores do que as nossas", diz Roseli Fischmann, educadora que participou da elaboração do capítulo sobre Pluralidade Cultural nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Há escolas que se empenham em mostrar do que é feito este país. "Os povos e as culturas que nos formaram estão vivos do nosso lado", diz a professora Márcia Moura, da Escola Estadual Carlos Rios, em Arcoverde, no sertão pernambucano. No início do ano, Márcia trouxe para a escola alguns índios da tribo dos xucurus. "Eles dançaram, falaram dos seus costumes e do preconceito que existe contra eles", lembra.

Os anos do milagre 


Nos anos 70, a ditadura usou o nacionalismo dos brasileiros para assegurar seu poder 
No dia 21 de junho de 1970, quando o Brasil ganhou de 4 a 1 da Itália, na Copa do México, milhões de brasileiros saíram às ruas para festejar o tricampeonato de futebol. A euforia, que se estenderia por quase toda a gestão do general Emílio Garrastazu Médici na presidência da república (1970-1974), foi habilmente explorada pelo governo. Martelavam-se bordões como "Milagre brasileiro", "Ninguém segura este país". Aos opositores, uma rude intimação: "Brasil: ame-o ou deixe-o".

Nessa época, a censura aos meios de comunicação foi mais implacável, a perseguição aos opositores políticos, mais cruel e o desprezo pelo Congresso e pelo Judiciário, maior do que em todos os 21 anos da ditadura. Mas os olhos só viam as lojas repletas de mercadorias e de crédito fácil.

Algumas escolas hasteavam diariamente a bandeira, crianças cantavam o hino em posição de sentido. Pareciam um quartel.
Logo, tudo mudou. Veio a crise do petróleo, faltou carne nos açougues... O sonho de grandeza virou ressaca.

Uma música com história


Tocado há 166 anos neste país, o hino já foi símbolo da monarquia e da república 
Independência ou Morte, Pedro Américo (1843-1905)
Independência ou Morte, Pedro Américo (1843-1905)
O compositor Francisco Manuel da Silva tocava violoncelo, violino, piano, órgão e tímpanos uma espécie de tambor. Seu parceiro, e autor da letra do hino, Joaquim Osório Duque Estrada, foi professor, crítico literário e poeta. Mas a dupla musical mais cantada do Brasil nunca se sentou na mesma mesa. Francisco morreu em 1865. Duque Estrada só nasceria cinco anos depois, em 1870.

Nos seus 166 anos, a melodia de Francisco, composta em 1831 por ocasião da abdicação de D. Pedro I, atravessou os terremotos da política. Teve letras diferentes, mas não perdeu um compasso sequer. Em 1890, foi declarada a sua morte: abriu-se um concurso para escolher um novo hino. Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil, ouviu os concorrentes, mas decretou que a velha melodia continuava a melhor.
Em 1908, outro concurso. Agora queria-se uma letra republicana para o hino. Ganhou a de Duque Estrada, que celebrava a independência.
Fonte site: Nova Escola

Uma proposta de aula na semana da pátria


Da professora Wadiswava 

Alunos de quinta a sexta série A atividade para essa faixa, dos 11 aos 13 anos, pode ser divididanas quatro etapas seguintes. 

A história de cada um 
1 - Realiza-se uma tempestade de idéias os alunos expressam livremente suas opiniões em torno da palavra "nação". 
2 - O professor chega a um consenso que, provavelmente, estará próximo desta definição: "Uma nação é formada pelos habitantes de um território que estão ligados por tradições, interesses, lembranças e objetivos comuns". 
3 - Definido o conceito, os alunos pesquisam tradições, interesses e lembranças da própria família. A idéia é que eles conheçam mais sobre seu passado e o espaço onde vivem. 
4 - Com tais informações, eles devem construir uma árvore genealógica ou uma linha do tempo (seqüência de eventos organizada por datas) com sua história familiar. Esse processo de registro serve para explicar como se constrói a identidade de um povo. 

O país nas charges - Na segunda etapa, os alunos devem selecionar charges publicadas em revistas e jornais que apresentem algumas das características políticas, econômicas ou sociais do país. 
2 - As charges devem ser escolhidas pela turma com a ajuda do professor. Em seguida, devem ser distribuídas entre os alunos, que as comentarão em redações. 
3 - Os melhores textos serão selecionados, debatidos em classe e divulgados na escola. 

Uma visão musical - Dividida em grupos, a turma deve pesquisar músicas que interpretem o espírito nacional. O professor pode sugerir composições que vão da Aquarela do Brasil, de Ary Barroso (1903-1964), uma famosa apologia das belezas do Brasil, até composições como Brasil, do compositor carioca Cazuza (1958-1990), trilha da novela Vale Tudo, da TV Globo, que faz críticas ácidas à sociedade brasileira. 
2 - O grupo analisará a letra escolhida e apontará nela os aspectos que melhor retratam o Brasil. 

Brasil, mostra sua cara 1 - Os alunos recortam gravuras que apresentem as diferenças raciais e econômicas brasileiras e mostrem os contrastes existentes. 
2 - Depois, afixam as gravuras sobre um contorno do mapa do Brasil. 
3 - Por fim, fazem um seminário explorando as informações do painel. 

Alunos de sétima série Nessa fase, acredita a professora Wadiswava, já é possível discutir os direitos e deveres do cidadão diante da nação. A independência do Brasil de hoje em relação às outras nações também pode ser tratada. 

A importância do hino1 - Deve-se propor à turma um tema para reflexão: Como o brasileiro se relaciona com os símbolos nacionais, em especial o Hino Nacional? A questão poderá transformar-se numa discussão em sala ou mesmo numa redação. 
2 - O segundo passo seria um seminário sobre a seguinte questão: Como podemos explicar a nacionalidade de um povo que prefere utilizar símbolos de outras nações, como camisetas e bonés com a bandeira norte-americana? 

O que é independência1 - A proximidade do Sete de Setembro é uma oportunidade para outro debate. Deve-se propor a discussão do significadode "independência". O Brasil é, de fato, independente? 
2 - O debate sobre a independência pode ser feito na forma de seminário ou como mote de uma pequena dissertação, que fecharia o assunto para a sétima série. 

Alunos de oitava série Com os estudantes do último ano do primeiro grau, a proposta é analisar a postura individual diante da nação e seus deveres como cidadãos. 

Cidadania, como usar 1 - A atividade pode começar com a discussão sobre os significados dos termos "cidadão", "nacionalidade" e o que seria "exercer a cidadania". 
2 - Em seguida, a turma pode ser convidada a identificar as formas cotidianas de exercício da cidadania. 

Júri simulado- É uma atividade que costuma mobilizar bastante a turma. Organize um tribunal com advogados de acusação e defesa, juiz, jurados e um réu, que também pode ser representado por um grupo de alunos. 
2 - Devem ser montados dois textos argumentativos: um contra e outro a favor do patriotismo e da defesados valores nacionais. 
3 - Os alunos que representam o réu devem responder a questões como: Você gosta de ser brasileiro? Por que você não se interessa pelos nossos símbolos nacionais? 

Nacionalismo circunstancial1 - Peça à classe para analisar a história recente do Brasil procurando momentos em que o povo brasileiro se uniu em defesa de um ideal nacional. Um exemplo, de que certamente muitos alunos vão se lembrar, é o das manifestações de rua dos jovens caras-pintadas, em 1992, pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor. 
2 - Convide os alunos da sua classe a idealizar e apresentar algumas alternativas para que o povo brasileiro passe a valorizar mais sua identidade de cidadão. 

EncerramentoJá na primeira semana de setembro, organize uma mostra na qual os alunos de quinta a oitava série participem de uma hora cívica típica com hasteamento da bandeira e execução do Hino Nacional e organizem ainda uma exposição sobre "o valor de ser cidadão", com o material produzido durante o projeto. 

Quatro aulas com Duque EstradaPara muitos, o Hino Nacional não empolga os alunos por ter uma letra complexa, que exige esforço para ser entendida. A professora Laura Cristina de Paula acha que é isso que o torna atraente. "Além do desafio de entender o seu significado, a letra permite dar uma rica aula de Português", diz ela, que leciona para a sétima e oitava série da Escola Caio Pereira, em Recife (PE). Laura usou o livro O Hino Nacional Brasileiro (Aldo Pereira, 32 páginas, Grifo, tel. 021-240-7806, 3,50 reais) para elaborar sua aula. 

1ª aula Proponha à turma discutir o significado da palavra "hino". Deve ficar claro que o hino é feito para exaltar algo. Distribua a letra do hino. Junto com a classe, destaque as palavras menos comuns, como "penhor" e "clava". Peça para pesquisarem o significado no dicionário e formarem frases com elas. 

2ª aula Passe para a compreensão do texto. Por que o autor usa um número tão grande de adjetivos? E o Riacho do Ipiranga, ele é tão importante assim? Se o Brasil for ameaçado, o que o texto diz que os brasileiros farão? 

3ª aula 
Apresente o hino na ordem direta (veja ao lado). Explique que na literatura muitas vezes a ordem natural das frases é mudada para chegar às rimas ou obedecer à métrica. Prove isso pedindo à classe para cantar o hino com a letra na ordem direta. 

4ª aula 
O hino está repleto de figuras de linguagem. Mostre-as para os alunos, mas peça que procurem outros exemplos. Entre as figuras de linguagem está a metonímia, que designa um objeto por outra palavra que tenha relação com ele. É o caso de "terra adorada", usada como sinônimo de "Brasil". A hipérbole, o exagero como artifício estilístico, está presente na expressão "entre outras mil". O "Ó Pátria amada" é uma apóstrofe, um apelo direto a um ser real ou fictício.

Leia com atenção os significados!!!


Duas letras do Hino Nacional 
Música de Francisco Manuel da Silva (1795-1865)
Música de Francisco Manuel da Silva (1795-1865)
Versos de Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927)
Versos de Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927)
Autor de um livro sobre o Hino Nacional, o jornalista Aldo Pereira propõe que sua letra seja lida na ordem direta para uma melhor compreensão. Ele fez, também, um glossário com as palavras menos conhecidas









A versão no original... 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor desta igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida,"
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada...

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada...Margens plácidas
"Plácida" significa serena, calma. Esse é o tom desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em guerras


...e na ordem direta 


As margens plácidas do Ipiranga ouviram
brado retumbante de um povo heróico,
e, nesse instante, o sol da Liberdade
brilhou, em raios fúlgidos, no céu da Pátria.

Se conseguimos conquistar com braço forte
penhor desta igualdade,
em teu seio, ó Liberdade, o nosso peito
desafia a própria morte!

Ó Pátria amada,
idolatrada,
salve! salve!

Brasil, se a imagem do Cruzeiro resplandece
em teu céu formoso, risonho e límpido,
um sonho intenso, um raio vívido
de amor e de esperança desce à terra.

És belo, és forte, impávido colosso,
gigante pela própria natureza,
e o teu futuro espelha essa grandeza.

Ó Pátria amada,
Brasil, [apenas] tu,
entre outras mil [terras],
és terra adorada!

Pátria amada, Brasil,
és mãe gentil dos filhos deste solo!

II

Ó Brasil, florão da América,
deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
fulguras iluminado ao sol do Novo Mundo!

Teus campos lindos, risonhos, têm mais flores do que a terra mais garrida; [e assim como] "nossos bosques têm mais vida," [também] "nossa vida" no teu seio [tem] "mais amores".

Ó Pátria amada...

Brasil, o lábaro estrelado que ostentas
seja símbolo de amor eterno,
e o verde-louro dessa flâmula diga:
Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues a clava forte da justiça,
verás que um filho teu não foge à luta,
quem te adora não teme nem a própria morte.

Terra adorada...

Margens plácidas "Plácida" significa serena, calma. Esse é o tom desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em guerras

Ipiranga 
É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência. O Ipiranga nasce junto ao zoológico da cidade de São Paulo

Brado retumbante 
Grito forte, que provoca eco

Penhor 
Usado de maneira figurada, "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade

Imagem do Cruzeiro resplandece 
O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul, que brilha, ou resplandece, no céu

Impávido colosso "Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar "impávido" é estar tranqüilo, calmo

Mãe gentil A "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus "filhos", os brasileiros, como qualquer mãe

Florão 
"Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América

Garrida 
Enfeitada, que chama a atenção pela beleza

Lábaro 
"Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos. Aqui é sinônimo de bandeira

Clava forte
Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra

7 de Setembro

Independência ou Morte: 7 de setembro de 1822 - quadro de Pedro Américo
A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido:Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.
Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
O processo de independência
Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
 
Bandeira do Brasil Império. Primeira bandeira brasileira após a Independência.


Pós Independência
Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.
Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.suapesquisa.com/independencia

quarta-feira, 17 de agosto de 2011


O que é Folclore

Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.
Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:
Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".
Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.
Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.
Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
Saci-Pererê
O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.
Curiosidades:
- É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.
- Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representanda pela festa do Halloween - Dia das Bruxas.
- A palavra folclore é de origem inglesa. A termo "folk", em inglês, significa povo, enquanto "lore" significa cultura.- Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular.
PARLENDAS
As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.
Alguns exemplos de parlendas:
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.
Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.
Um elefante amola muita gente...
Dois elefantes... amola, amola muita gente...
Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...
Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...
(continua...)
– Cala a boca!
– Cala a boca já morreu
Quem manda em você sou eu!
- Enganei um bobo...
Na casca do ovo!
Fui à feira
Encontrei uma coruja
Pisei no rabo dela
Ela me chamou de cara suja
Uma pulga na balança
Deu um pulo
E foi a França
Era uma bruxa
À meia-noite
Em um castelo mal-assombrado
Com uma faca na mão
Passando manteiga no pão

Chuva e Sol,
Casamento de espanhol
Sol e chuva
Casamento de viúva
Tá com frio?
Toma banho no rio
Tá com calor?
Toma banho de regador
Dedo Mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
Cata-piolhos.
Rei, capitão,
soldado, ladrão.
moça bonita
Do meu coração
BRINCADEIRAS
Além dos contos, danças, festas e lendas, o folclore brasileiro é marcado pelas tradicionais brincadeiras. As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração para geração. Muitas delas existem há décadas ou até séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem.
Grande parte das brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em grupos. Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e motor das crianças.

A preservação destas brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por isso, são muito praticadas, principalmente, durante o mês de agosto que é destinado ao folclore.

Jogos, brincadeiras e brinquedos do folclore:

Soltar pipa: as pipas, também conhecidas como papagaios, são feitas de varetas de madeira e papel. Coloridas, são empinadas (soltadas) pelos meninos em dias de vento. Com uma linha, os garotos conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu.
Estilingue: também conhecidos como bodoques, são feitos de galhos de madeira e borracha. Os meninos usam pedras para acertar alvos (latas, garrafas e outros objetos). 
Pega-pega: esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr e tocar outra. A criança tocada passa  ter que fazer o mesmo.
Esconde-esconde: o objetivo é se esconder e não ser encontrado pela criança que está procurando. A criança que deverá procurar deve ficar de olhos tapados e contar até certo número enquanto as outras se escondem. Para ganhar, a criança que está procurando deve encontrar todos os escondidos e correr para a base. 
Bola de gude: coloridas e feitas de vidro, são jogadas no chão de terra pelos meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário para ganhar pontos ou a própria bola do colega.
Boneca de pano: feitas pelas mães e avós, são usadas em brincadeiras pelas meninas para simular crianças integrantes de uma família imaginária.
Pião: a brincadeira de pião ainda faz muito sucesso, principalmente, nas regiões do interior do Brasil. Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante que é enrolado e puxado com força. Muitas crianças pintam seus piões. Para deixar mais emocionante a brincadeira, muitos meninos fazem malabarismo com os piões enquanto eles rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando.http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htm

Apresentação Folclore Brasileiro


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Por que os cães se cheiram uns aos outros?    

Quando os cães governavam-se a si mesmos, havia dois grandes reinos chefiados por poderosos cães. Cada um deles gabava-se de ter mais súditos e riquezas do que o outro. Embora fossem adversários, viviam em paz, e essa trégua só foi quebrada no dia em que um deles se apaixonou pela irmã do outro chefe. Perdido de amores, ele se dirigiu pessoalmente aos domínios do rival:    

– Meu nobre amigo – disse o cão apaixonado -, fiz essa longa e cansativa viagem até o teu reino para pedir a mão da tua irmã em casamento.    

– Com a minha irmã! – respondeu aos gritos o outro cão –, não quero que você case com ela de jeito nenhum.    

Humilhado com a resposta, o cão desdenhado voltou furioso para sua corte. Assim que chegou, reuniu o Conselho de Guerra e mandou chamar um fiel servidor para que levasse a seguinte mensagem ao seu inimigo:    

– Diga-lhe que como me recusou a mão da irmã, que se prepare para lutar, pois dentro de poucos dias irei marchar com meu exército para destruí-lo.    

O mensageiro ouviu tudo bem direitinho e já ia partindo quando um dos conselheiros reais o chamou:    

– Você não pode sair assim todo sujo – disse o conselheiro real. – A sua cara e a cauda estão imundas.    

Os criados deram um longo banho no mensageiro e perfumaram a cauda dele com os melhores perfumes do reino, pois de acordo com os costumes daquele tempo, um mensageiro tinha que se preparar adequadamente para executar uma tarefa.    

No caminho, o mensageiro achou-se tão cheiroso e galante que começou a procurar esposas para ele mesmo, deixando de lado a missão que o chefe havia lhe confiado.    

É por isso que os cães andam sempre atrás uns dos outros, cheirando as suas caudas, para verem se acham o mensageiro perdido.