Características psicológicas da criança de 4 anos
Imaginação viva e em fluir contínuo
. É a idade do “como” e do “porquê”. Pergunta tudo e interessa-se por tudo.
Capta todas as coisas através da observação, mas esta não é educada nem concentrada, antes pelo contrário, é activa e transbordante.
Como não interioriza as regras de socialização da conduta, não as aceita.
. Egocêntrica. Tenta que gire tudo à sua volta; para o conseguir, chama continuamente a atenção dos outros sobre si própria.
. É lenta em aprender a aceitar as críticas.
Inconsistente nas suas actividades, devido à sua grande energia e expansividade.
Não delibera antes de agir nem organiza as suas conversas; actua e fala sem pensar.
. É pródiga e superficial na sua actividade mental e na conversação.
. Continuamente charlatã, faz perguntas sem sentido.
. Trata-se de um período de inquietação constante que pode parecer uma regressão.
Na sua maneira de ser e actuar, as vezes, pode tornar-se uma criança pedante e pesada.
. Usa muito pouco as expressões convencionais das relaç6es humanas.
. Tem medo da escuridão e dos ruídos.
2. Âmbito escolar
Não é sensível às coisas inacabadas, por isso não se importa de deixar qualquer actividade por outra mais interessante.
. Tem o conceito de um, dois e muitos.
. Capta uma frase inteira, mas é incapaz de analisar as suas palavras.
Faz continuamente perguntas sem sentido.
. A sua grande energia e a própria iniciativa devem ser empregues em jogos livres.
. Tem pouca habilidade para os trabalhos manuais.
Possui afã por destruir a obra que empreendeu.
Está capacitada para actividades que impliquem ritmo, movimento, etc.
. Desenha e pinta.
. Começam os jogos sossegados em cima de uma mesa.
. As suas criações nascem sem imitação nem predisposição, dá-lhes um sentido final.
. Reage ante motivações interessantes.
. Executa trabalhos depois de observar modelos concretos.
3. Actividades das pessoas implicadas na sua formação
A sua energia e actividade deve ser dirigida para jogos livres.
É necessário colocar-se ao seu nível, com uma motivação adequada, para que realize as ordens que se lhe dão.
Dar-lhe motivações interessantes para que realize coisas.
. Não adoptar medidas extremas.
. Ajudá-la a observar as coisas que a rodeiam.
Paciência e bom humor.
Habilidade para a orientar e se meter no seu mundo para o conhecer e aceitar.
. É necessário que os pais ajudem a criança a desenvolver a sua consciência, tendo em conta que tanto o excesso de protecção como as atitudes de afastamento podem prejudicar o seu desenvolvimento.
As palavras são importantes, mas o seu valor é inferior ao exemplo.
O desenvolvimento da personalidade realiza-se melhor por meios indirectos do que pela força. É preciso ter isto sempre presente e, de modo especial, nesta idade cronológica e evolutiva.
Características psicológicas da criança de 5 anos
1. Desenvolvimento psicológico
Gosta da rotina porque faz sempre o mesmo.
. É mais deliberativa que a criança de 4 anos. Pensa antes de falar.
É séria a respeito de si mesma e impressiona-a muito a capacidade de assumir responsabilidades.
Gosta de imitar os outros.
. Encontra-se feliz no seu mundo, porque se sente cómoda consigo mesma e com o ambiente: encontrou o equilíbrio.
. Grande observadora e imitadora do que observa.
Agrada-lhe fazer as coisas à sua maneira, mas também quer agradar ao adulto e fazer as coisas bem.
. No que respeita à verdade, as histórias fantásticas e os exageros continuam.
Começa a distinguir o real do imaginário e às vezes sabe que está enganada.
Sonhos e pesadelos invadem muitas vezes o seu sono. Às vezes começa a falar enquanto está a dormir, nomeando algum membro da família.
. Possui bom humor que se intensifica facilmente perante algo aliciante.
Começa a interiorizar o sentido da obediência, mas nela nem tudo é doçura e obediência.
Interesse por experiências imediatas. Realista. Empreende aquilo que está dentro das suas possibilidades.
Moderada, séria, dotada de capacidade de imitação da conduta dos adultos o que a ajudara no seu processo de socialização.
Tem medo da escuridão e dos ruídos.
2. Âmbito escolar
. Maior estabilidade nas aulas. Princípio do ensino formal.
. Usa a imaginação para pintar, criar, etc.
. Quando se lhe dão os meios necessários, sabe trabalhar individualmente.
. Não é comunicativa acerca da sua vida escolar.
. É capaz de participar em actividades dirigidas: podem-se-lhe explicar actividades simples para que realize.
Nas actividades dirigidas incluem-se: a leitura, a escrita e os números (cálculo); estes últimos relacionados, inicialmente, com os seus jogos e interesses.
. Maior concentração no seu trabalho.
. Começa a cooperação entre as crianças.
. Gosta de explicar o seu próprio trabalho para receber a aprovação dos adultos que estima.
3. Actividades das pessoas implicadas na sua educação
Ajudar a que demonstre a sua eficácia através de ordens simples e de pequenas ajudas.
. Estimular, fomentar e orientar o seu bom humor.
. Usar de sinceridade nas respostas que nos pede e exige.
. Possui boa capacidade para se lhe ensinar a tocar instrumentos e criar composições simples.
. Está numa fase em que a figura da mãe ocupa o centro do seu universo. Essa imagem será o meio que canalizara a sua formação e educação.
. Entregar-lhe os objectos necessários para que trabalhe sozinha.
. Procurar conhecer as características peculiares e individuais da criança, bem como as suas aptidões e carácter, para se poder orientar correctamente a sua personalidade e desenvolver as suas potencialidades.
. Ajudá-la a concentrar-se durante algum período de tempo numa actividade para que aprenda a educar a sua atenção.
Apoiá-la e orientá-la continuamente em todos os campos e actividades.
. Não levar muito a sério os seus “contos”. Normalmente são o produto de não distinguir claramente o real do imaginário.
. É uma etapa em que a criança está naturalmente aberta à actuação pedagógico-formativa dos pais e educadores.
. A sua actividade e maturidade motriz capacita-a para a iniciação em determinados tipos de desportos.
. É necessário que constantemente, em cada coisa que faz bem, seja elogiada e aplaudida.
. Contar e ler-lhe histórias formativas que despertem a sua imaginação e a ajudem a fomentar o hábito da leitura.
Proporcionar-lhe, continuamente, experiências novas e concretas de acordo com a sua idade, pois está aberta a receber novos conhecimentos.
Características psicológicas da criança de 6 e 7 anos
.1- Desenvolvimento psicológico
. É o centro do seu próprio universo. Egocêntrica.
Sabe tudo e quer tudo; e quer fazer tudo à sua maneira.
É dominadora, obstinada e agressiva.
Emocionalmente é excitável e desafiadora.
Eticamente é pouco apta, devido à sua fase evolutiva, que lhe imprime a tentação de enganar, o que é mais notório no campo dos jogos.
Aceita a culpa com mais facilidade em coisas grandes do que pequenas.
Anseia o elogio e a aprovação
. Reage lenta ou negativamente quanto a uma ordem, mas passado um bocado talvez a ponha em prática espontaneamente, como se se tratasse de ideia sua.
. Possui dificuldade para decidir, vacila entre duas possibilidades.
. Gosta de possuir grande numero de coisas mas não as cuida.
. Possui um débil sentido da propriedade alheia, de modo que pega no que vê e deseja, independentemente de quem seja o proprietário.
Tem certa irresponsabilidade.
Está em plena adaptação a dois mundos: o de sua casa que lhe exige novas responsabilidades e o do colégio com todas as suas estruturas,. regras, etc.
. Começa a ver-se e a conhecer-se a si própria; assim firma as bases para a sua autovalorização que culminará e amadurecerá nos 7 e 8 anos.
. Capta mais coisas do que o que na realidade pode manejar.
. Toca, mexe e explora todos os materiais.
As suas manifestações tensionais ou descargas chegam por vezes a um ponto limite, chegando por vezes a criança a perder o controlo.
. Além destas manifestações limites, dão-se também descargas de energia por outras vias: agitação, roer as unhas, etc..
Deseja e precisa de ser a primeira, a mais querida.
. Agrada-lhe contar histórias exageradas.
Dá verdadeiro interesse ao valor do dinheiro, como ganho e recompensa.
. Tem medo dos ruídos, essencialmente aos elementos da natureza (chuva, trovão) assim como aos seres humanos e fantasmas.
Adora o elogio e não tolera a crítica.
. Tem noção do bom e do mau, mas rudimentar, pois a relaciona ainda muito com actividades aprovadas ou desaprovadas pelos pais.
. É extremamente dominante em relação às coisas que lhe pertencem.
2. Âmbito escolar
Gosta do professor e quer agradar-lhe. Quer o seu elogio, a sua atenção e ajuda.
. Instintivamente, identifica-se com tudo o que sucede e está à sua volta, pelo que está capacitada para interiorizar novos conhecimentos e novas experiências pessoais e culturais.
A mentalidade comum dos 6 anos não está ainda preparada para uma instrução formal da leitura, escrita e aritmética. Só é possível tornar vivos estes capítulos associando-os com experiências vitais.
. Os seus desenhos espontâneos são mais realistas. Capta o simples e o primitivo da natureza (casa, árvore, etc.).
Começa nela o processo de se cultivar. Já não se limita a reproduzir a cultura, mas faz uma nova apreciação de si mesma e reorganiza-se em relação a esta cultura.
. Deseja seriamente estudar, apesar dos seus altos e baixos.
7 ANOS
3. Desenvolvimento psicológico
É mais consciente de si própria e está mais absorvida em si mesma. Aparenta viver “noutro mundo”. Parece não ouvir o que se lhe manda. Está a tomar-se introvertida.
. Desenvolve-se nela o sentido ético (distinção entre o bem e o mal), já não só nela, mas também nos outros.
. Concretiza e interioriza mais a sua estrutura de espaço e tempo.
Medita mais antes de actuar pois é mais prudente, mais deliberativa (não medrosa).
. Costuma aguentar o choro.
. É sensível ao elogio e à crítica. Não sabe aceitar cumprimentos e não se tranquiliza quando é elogiada.
. Anseia por agradar; tem consideração pelos outros.
. Tem conduta menos agressiva. Poucos acessos de cólera e menos oposição às ordens.
Teme as situações novas que lhe costumam aparecer na escola.
. Tem menos pesadelos. É a figura central dos seus sonhos.
. Aumenta o interesse pelo dinheiro, e muitas pensam em economizar.
4. Âmbito escolar
.
Quer responsabilidade, especialmente na escola, mas preocupa-se com a ideia de não poder portar-se correctamente.
Deseja acabar uma tarefa já começada, mas não repara na sua capacidade para o fazer. Tem tendência a esperar muito dela própria.
. É boa ouvinte; centrou a sua atenção pelo que está aberta a novos conhecimentos.
. Preocupa-a a ideia de chegar tarde à escola e de não acabar os seus trabalhos.
. Precisa duma palavra do professor para começar a mais simples tarefa.
. Exige com impaciência a atenção e ajuda do professor.
. Tende a procurar carinho no professor
. Tem no mundo do colégio o mundo dos seus amigos.
. Atitude das pessoas que a rodeiam e a formam
. A mãe deve reconhecer e compreender o carácter passageiro desta conduta tão extremosa e agressiva da criança de 6 e 7 anos; deste modo a criança tomar-se-á mais dócil. O castigo nestes momentos não serve de nada. A criança terá com isto um arrependimento momentâneo mas a sua conduta não melhorara.
. É uma criança que precisa de afecto e carinho constante: e está uma fase de ajustamento pessoal e social e todo o ajustamento leva implícito uma crise. E agora que o pai desempenha um papel importante: deve preocupar-se com ele, pedir-lhe ajuda em tarefas simples; viverem juntos os momentos de ócio, etc..
É também importante o papel do professor, que não substitui nem pouco mais ou menos a mãe, mas reforça, com um sentimento de maior segurança.
. Há que dar-lhe responsabilidades de acordo com as suas possibilidades.
. É necessária uma relação mútua e forte entre a família e a escola, sobretudo nesta idade.
É conveniente que pais e professor mantenham uma relação estreita, para conhecer o comportamento na escola.
Características psicológicas da criança de 8 e 9 anos
8 ANOS
1. Características psicológicas
. Possui um grande afã de crescer e manifesta interesse pela sua anatomia interna.
. A sua personalidade é mais expressiva, os seus gestos, são mais seus.
. Sente-se consciente de si mesma como pessoa, reconhece algumas das diferenças em relação aos outros e expõe-nas. Pensa muitas vezes em “si mesma”.
. Costuma sentir-se centro de qualquer cena e dramatizar-se.
. Quer que o adulto seja parte do seu mundo, com o que apresenta exigências e quer que se actue de acordo com as formas que ela determina.
Procura viver, no entanto, segundo as normas dos demais.
. Sente-se mais identificada com a família e necessita dela – porque esta exerce, sobre ela, uma influência preponderante.
. É sensível aos desacordos e antagonismos entre os membros familiares.
Necessita, por isso, que as relações recíprocas com as outras pessoas se encontrem em equilíbrio.
9 ANOS
2. Características psicológicas
. Aos nove anos muda para melhor. Diminui a tensão e as asperezas anteriores. O seu comportamento é mais acessível e responsável.
É activa, tem numerosos interesses, como: trabalho escolar, alcançar êxitos em qualquer tarefa, fazer sempre coisas…
Está também atarefada com as suas preocupações.
. Planeja com pormenor o seu futuro.
. É muito sensível e afectam-na os problemas, especialmente os que provêm da amizade, preocupando-se às vezes vários dias.
Vai-se afirmando na sua personalidade e individualidade, o que as torna diferentes umas das outras.
O seu mundo imaginário é mais real que o verdadeiro.
. É a idade dos tesouros pessoais, muito cuidados e muito próprios, das colecções , embora não sejam organizadas.
. Emocionalmente, sente necessidade de pedir perdão, sobretudo aos 8 anos.
. Aos 9 anos, no entanto, possuem um grande sentido da rectidão e da justiça, e querem que a culpa se distribua equitativamente.
Sente inclinação para entrar em conflito com os outros. Procura desculpas para justificar a sua atitude.
3. Atitude das pessoas implicadas na sua educação
.
É necessário aceitar a criança tal como é, em cada momento do seu desenvolvimento, para ajudá-la a formar a sua personalidade.
. Conservar um clima de confiança fácil e mútua entre pais e filhos, que lhe dê segurança e equilíbrio.
Precisa de ajuda nas suas relações pessoais.
. A mãe continua a desempenhar um papel muito importante na sua vida, embora o pai receba uma dose cada vez maior de afecto, se responde à criança de modo a adaptar-se a ela.
As tarefas que vinha realizando até esta idade interessam-lhe menos, daí a conveniência de lhe dar novas responsabilidades de maior categoria.
Sabe trabalhar com maior independência, mas precisa que lhe repitam as coisas com bastante frequência.
. As recompensas são muito úteis nesta idade. Convém fazer-lhes ver o valor da recompensa, não só a do tipo monetário – uma vez que há outros recursos para ajudar a criança, sem que estes sejam fim em si mesmos.
O encargo de irmãos mais pequenos é positivo, se se ajuda a começar bem e se lhe dá pautas de actuação, manifestando mais tarde o agrado que nos produz o que fica bem feito.
Convém ter certas restrições quando realizam actividades, especialmente lúdicas, pois a sua propensão é para entrar em demanda com frequência.
Às vezes basta um olhar para corrigir a sua actuação, mas trabalha melhor com estímulos e motivações.
Convém ajudá-la, ainda, a organizar os seus tempos de ócio.
. Ler com elas é importante; nesta idade sentem mais satisfação escutando uma leitura, do que lendo, mas convém estimulá-la pelo gosto à leitura própria desta idade.
Na sua vida escolar convém estimular o interesse que tem por tudo o que se relaciona com o colégio. Dar-lhe responsabilidades concretas.
. A organização de excursões, visitas culturais, etc., têm duplo objectivo: por um lado, sentido pedagógico, e por outro, ocasião para uma relação pessoal.
Características psicológicas da criança dos 10 as 12 anos
10 ANOS
1. Características psicológicas
É a idade do grande equilíbrio na sua evolução, embora sendo etapa de transição. Mostra-se feliz, simpática, tranquila, amável, sincera, amigável.
. Às vezes manifesta ataques de ira, mas sempre encontra um modo de desafogar a irritação – são momentos breves e superficiais.
. O equilíbrio que manifesta, encontra-se livre de tensões e inclinado a uma fácil reciprocidade. Mostra-se independente e directa.
Possui grandes desejos de agradar aos outros.
. Compreendem muito bem o próprio comportamento.
. Observa-se, nesta fase, uma maior amplitude de gostos e interesses, que manifestam em todo o seu âmbito pessoal, familiar e social.
. Têm grande capacidade de protecção, projectada, especialmente em crianças mais pequenas, animais, etc.
2. Âmbito escolar
A criança de 10 anos possui um grande poder de assimilação, gosta de memorizar, identificar ou reconhecer os factos, fazer classificações, etc.; no entanto custa-lhe mais conceptualizar ou generalizar.
Tem períodos de atenção curtos e intermitentes, daí que goste mais de falar, contemplar, ler e escutar, do que de trabalhar.
. Sente pouca inclinação para o trabalho. Pode propor-se muitas tarefas, mas não persevera em nenhuma.
Experimenta grande prazer na actividade física: correr, trepar, saltar…
Gosta que a professora faça a programação das suas actividades e lhe recorde imediatamente se deixou algo fora do programa.
. Podem arranjar desculpas para não ir ao colégio, se algo lhes corre mal, ou se receberam alguma reprimenda ou censura.
. Sentem carinho pelos professores.
. Manifestam períodos de concentração, alternando com outros de jogos esgotantes.
11 ANOS
3. Características psicológicas
.
Mostra-nos aos 11 anos, um passo mais no seu desenvolvimento: que é mais inquieta e charlatã.
Mostra maior actividade e prefere a companhia de outros, recusando a solidão.
. Gosta de discutir, mas não deixa que discutam com ela.
. Possui uma maneira de pensar mais concreta e específica. Parece embarcada numa procura activa do “eu” e encontra-o em conflito com o dos outros.
Tem um grande sentido de justiça e horror à fraude.
. Impulsiva, embora lhe falte perspectiva.
. Supercrítica, tanto em relação a si, como aos outros, mas não sabe aceitar as críticas dos outros.
4. Âmbito escolar
.
Aos 11 anos gastam as energias procurando o modo de eludir as tarefas.
. Agrada-lhes a possibilidade de escolha e, oferecendo-lhe várias coisas para que seja ela mesma a escolher, leva a cabo diligentemente o trabalho.
O professor é o factor independente mais importante na vida escolar de uma criança de 11 anos.
. No entanto prefere os professores exigentes e que tenham sentido de humor.
. Um professor paciente, justo e simpático, não demasiado exigente, compreensivo, capaz de “tornar interessantes as coisas”, e inimigo de gritar, são qualidades que atraem uma criança nesta idade
. Agradam-lhe muito os desportos e jogos ao ar livre.
Os dados que melhor apreende, são os que se ensinam sob a forma de contos, em que uma acção leva inevitavelmente a novas acções.
12 ANOS
5. Características psicológicas
.
Denota maior equilíbrio, aceita os outros; vê-os, e também a si próprio, com mais objectividade, mas flutua de actividades pueris a outras mais maduras.
. Possui um maior controlo de si própria.
. É capaz de inibir os seus temores, com novos rasgos de humor e tendendo a mostrar-se extrovertida, exuberante e entusiasta.
Encontra-se nas primeiras etapas da adolescência.
Mostra-se menos insistente, mais razoável, mais companheira dos seus, mais altruísta.
Não gosta que o considerem uma criança, tem um grande desejo de crescer.
. Denota um grande avanço no seu pensamento conceptual quanto à preocupação pelo valor de termos como justiça, lei, vida, lealdade, delito, etc.
. Possui um autêntico sentido do que é lógico.
. O seu rasgo dominante é o entusiasmo expansivo e a capacidade de tomar a iniciativa.
. Sensível aos sentimentos dos demais a às atenções e interesses das pessoas que a rodeiam.
. A sua nova visão das coisas inclui uma capacidade de amadurecimento.
6. Âmbito escolar
. Os 12 anos são de maior objectividade e amadurecimento, perspectivas mais amplas para as coisas.
. É entusiasta e impaciente, embora às vezes se mostre um tanto amorfa no pensamento e na acção.
. O seu maior e mais importante problema é o trabalho escolar.
É comum a realização do diário íntimo e pessoal.
. Mostra-se mais reflexiva perante os diferentes problemas e procura solucioná-los sozinha.
. É muito responsável na organização do seu tempo e no cuidado dos seus próprios objectos.
7. Atitudes das pessoas implicadas na sua educação
Convém despertar-lhe o interesse com um estímulo suficiente, já que gosta de aprender.
. É a idade óptima para o uso de material gráfico, e meios audiovisuais, o que é um meio eficaz para a sua educação e formação.
. Convém dedicar tempo às actividades ao ar livre.
Os pais hão-de manter elasticidade nas suas exigências (especialmente aos 10 anos); devem dar conta de que a criança desempenha melhor o trabalho, quando o realiza junto a um adulto compreensivo.
. As raparigas em geral, pelas suas características psicológicas, refugiam-se no seu mundo interior e requerem maior perspicácia e penetração por parte dos pais e educadores.
. As relações com os outros passam por diferentes etapas; daí que os mais velhos não devam intervir, já que resolvem as situações por si mesmas.
. Convém ter confiança nelas, para fomentar o sentido de responsabilidade.
Dar-lhes oportunidade para desenvolverem actividades em grupo, e maior liberdade à medida que vão crescendo.
Havemos de manter um clima de alegria, autoridade e respeito à sua volta, fomentar a sua originalidade.
. Nestas idades são sensíveis à informação social, o que não pode manter-nos alheados desta inquietação; devemos, sim, ajudá-los a organizar o seu pensamento.
. Fomentar o exercício de aptidões que gozam de aprovação social serve um duplo fim: fortalece o respeito e a confiança em si mesmo, importante na adolescência, e a protecção ante possíveis transtornos de tipo social (delinquência, etc.).
Deve-se educar as crianças formando a sua personalidade para se enfrentar com o futuro e de modo que cheguem a ser o que devem ser, de forma consciente e madura.
Características psicológicas da pré-adolescência – 13 e 14 anos
PRÉ-ADOLESCÊNCIA
1. No aspecto psicológico
.
A adolescência supõe uma mudança rotunda na sua pessoa
. Grande instabilidade, com antinomias como: alegria-tristeza, responsabilidade-inconsciência, timidez-audácia, solidão-afecto, passando de umas a outras com grande facilidade.
. Por isso manifesta em algumas ocasiões reacções imprevisíveis.
. Precisa de conselho, mas foge dele. “Quase todos os adolescentes se revoltam contra as proibições da família, mostram-se ansiosos e indecisos, perturbados e com falta de confiança neles próprios, procuram a segurança que lhes dá o grupo de indivíduos da mesma idade , tendem ao snobismo e a excluir os que não são membros do grupo. Anseiam pela aprovação daqueles que são mais velhos do que eles”.
A sua conduta mostra-se por vezes agressiva.
. É pouco efusiva com a família, mas sofre, no entanto, uma intensificação da sua capacidade afectiva, parecendo que o seu coração se esponja.
É altruísta e pode comprometer-se em mil objectivos diferentes.
. Possui um grande afã de independência, que conduz à separação do adolescente daqueles que exerceram algum domínio sobre ele.
Brusquidão e rebeldia perante toda a limitação e travagem.
Tendência a destacar a sua personalidade perante os outros, não pelo cultivo de qualidades mas pela imitação de personagens famosas, companheiros ou professores que possuem as qualidades que ela gostaria de ter.
. Adopta atitudes extravagantes, é excêntrica no vestir; tudo isto são modos de chamar a atenção, juntamente com formas anti-sociais de conduta.
. Manifesta falta de inclinação pelo trabalho.
. Deseja o convívio com os adultos com antagonismo em relação à família, amigos e sociedade em geral.
Sentimentos de auto-importância; enfrenta-se em igualdade física relativamente aos mais velhos, esperando que lhe concedam os privilégios e direitos que eles têm.
Tem uma confusa desordem de impressões, imagens e novos sentimentos, pois recebe cada dia múltiplas impressões e tem que aprender um maior numero de coisas pela sua própria conta, o que lhe é difícil.
Esconde os complexos de inferioridade, ignorância e insegurança que às vezes tem com reacções de desembaraço, altivez ou timidez, com o que pretende sobrevalorizar-se perante os seus semelhantes e atrair a sua atenção.
É a fase do nascimento da intimidade.
Na amizade há uma grande variabilidade; são pouco duradouros os laços amistosos, apesar de precisar das amizades.
2. Atitude das pessoas implicadas na sua educação
.
O adolescente precisa especialmente de compreensão e carinho à sua volta, aceitação da idade crítica em que se encontra e ajuda para se aceitar e se compreender a si próprio.
. Precisa de motivação: convém procurar as mínimas ocasiões para lhe estimular o desenvolvimento espiritual, intelectual e emocional.
. Convém fazê-lo sentir-se responsável, ainda que para o ser cometa erros e enganos. É a melhor idade para adquirir o sentido da responsabilidade.
Precisa de orientação ou direcção: temos de lhe proporcionar meios adequados para satisfazer rectamente as necessidades iniludíveis.
À luz da maturidade, perecem-nos claros e às vezes absurdos os seus problemas, porque os sabemos considerar objectivamente, coisa que o adolescente não consegue fazer. Daí a importância de nos pormos no seu lugar e de não julgarmos ou não compararmos os seus problemas aos nossos, sob o nosso ponto de vista, porque ao fazê-lo simplificamo-los e não os consideramos como os grandes problemas que são para ele.
. Temos de o ajudar a formar a sua personalidade, a ser livre, num clima de compreensão, amor, sacrifício, comunidade de bens e solução das necessidades dentro da família. Esta tem uma grande força para o conseguir.
. Ajudá-lo a integrar-se na vida e no ambiente social que o rodeia. Chegar a educá-lo integralmente.
. Convém que o adolescente possa pôr as suas dúvidas, de qualquer género, a alguém que não se escandalize sem motivo suficiente, que admita que as coisas acontecem por inadvertência ou falta de experiência, sem porém permitir que volte a repetir-se aquilo que não está de acordo com as leis morais ou da sociedade.
Temos de facilitar o clima propício para a sua auto-estima, autonomia, integração e transcendência, através da sua própria experiência; assim, ajudaremos o adolescente a dar sentido à sua vida e a conquistar a sua própria maturidade.
Há já muito tempo que, por um desses contratempos informáticos, perdemos o nome do autor deste texto. Se o quiser citar num trabalho, coloque o endereço electrónico da página da Aldeia de onde o retirou.
Características psicológicas da adolescência
1. No aspecto psicológico
O adolescente nesta etapa vive no seu mundo interior. Para conhecer a própria personalidade, as suas ideias e ideais, compara-se com o mundo dos outros.
Dá impressão de apatia devido a preocupação repousada e reflexiva pelos próprios estados anímicos.
. Esta interiorização abarca também as esferas intelectuais, filosóficas e estéticas, enchendo a sua vida com estas teorias.
.
As características mais próprias deste período, são:
a) Crescente consciência e conhecimento do “eu”.
b) Nascimento da independência.
c) Adaptação progressiva aos núcleos sociais da família, escola e comunidade em geral.
O espirito de independência cresce rapidamente, mas é imaturo ainda e manifesta-se com brusquidão e agressividade.
Independência e liberdade são a sua constante exigência.
Opõe-se, portanto, a que o tenham sujeito ou lhe perguntem sobre os seus assuntos, projectos, amigos com quem anda, ou a que se imiscuam na sua vida privada.
. É capaz de albergar sentimentos de rancor, vingança e violência, embora de modo esporádico e sejam pouco duradoiros.
. Manifesta uma grande preocupação por pormenores e gestos que observa na pessoa a quem imita e idealiza.
. Interessa-lhe e procura conhecer a própria personalidade, mas é mais observador em relação à dos outros, tanto dentro como fora do núcleo familiar.
Aos 16 anos, o adolescente é já um pré-adulto, possui uma mente mais segura, porque está melhor ordenada e controlada.
Manifesta uma maior confiança em si mesmo e uma autonomia mais arraigada.
. Em geral, domina perfeitamente as próprias emoções, possuindo um maior equilíbrio.
Valoriza mais os motivos pessoais dos outros, sejam colegas ou adultos, e pensa mais neles, pois apercebe-se de que o segredo da sua própria felicidade se encontra relacionada com a vida dos outros.
Sente-se mais livre e independente do que aos 15 anos, por isso já não o preocupa tanto esta exigência.
2. Conduta social em relação com a vida escolar
Aos 15 anos, em geral, manifestam uma atitude hostil para com a escola, vão contra as exigências e normas rígidas.
Revoltam-se às vezes contra a autoridade, em geral, não individualmente mas em grupo.
Entre os 15 e os 16 anos, começam-se a interessar novamente pelo estudo sempre que for interessante e vital para a sua experiência o conteúdo instrutivo, como por exemplo a Religião, as Ciências Sociais, etc.
. Integram-se na comunidade escolar, participando nas actividades que a escola oferece.
. Às vezes a vida escolar converte-se em válvula de escape, em meio para afrouxar as ataduras familiares.
No âmbito escolar, põem-se de manifesto certas diferenças individuais, académicas e sociais, relacionadas com a capacidade de liderança, o talento e as atitudes intelectuais.
3. Atitudes das pessoas implicadas na sua educação
. É necessária uma atitude de abertura e de conhecimento das fases desta idade, para evitar atitudes inadequadas para com os filhos, o endurecimento da autoridade e o não reconhecer ao adolescente qualquer tipo do direito. Isto, unido à conduta do próprio adolescente, provoca choques violentos.
. Deve-se aceitar a emancipação progressiva dos filhos, e incluso favorecê-la, para os ajudar a serem livres e a manifestarem-se como tais.
A existência da crise tem a sua origem num problema afectivo, por isso temos de favorecer no adolescente a criação de vínculos familiares, ambientais, … (amor a Deus, à Pátria …).
. Devem sentir-se realizados numa actividade ou numa coisa, aspirando sempre a algo, isto é, devem ter um ideal, fé. Também é importante o relacionarem-se com a família, o grupo, etc…
. Convém saber que estas crises passam com o tempo e que tudo volta a normalizar-se, o que não significa que se deixe de actuar e não se procure orientar positivamente o desenvolvimento dessas crises de modo a que não deixem conflitos na personalidade do jovem.
. É muito inseguro, procura a orientação e o conselho de pessoas alheias à sua vida familiar; assim, os educadores encontram um campo propício para uma acção de formação mais profunda.
. Precisam de uma mão compreensiva para os ajudar no esforço de esclarecer e definir os seus pensamentos e estados anímicos, coisa que é difícil para ele e o faz cair em estados depressivos.
Às vezes convém tratá-lo com a mesma frieza ou indiferença com que se comporta, para que repare na sua própria atitude.
. As formas mais extremas de desafio exigem um guia habilidoso, bem como prudência nas medidas de controle mais estritas que se pretendam utilizar.
. Temos de passar a ser “observadores participantes” na vida dos adolescentes.
. Devemos ajudá-los a encontrar a forma de se expressarem nas diversas actividades, e procurar que o ensino seja estimulante e interessante, senão podem cair no desleixo e na apatia perante o estudo.
Recordando as tensões e inquietações da nossa própria adolescência, estaremos em condições de ajudar os jovens e de sermos mais compreensivos para com eles.
. Devemos inculcar-lhes o respeito pelos pontos de vista alheios e o sentido da realidade
referência
http://educacao.aaldeia.net/psicologia-crianca-67-anos/
Bibliografia:
GESSEL, Psicologia evolutiva de 1 a 16 aflos, Ed. Paidós, Buenos Aires, 1963.
HURLOCK, Desarrolio Psicológico dei Nulo, Ed. del Castillo, Madrid, 1963.
“Nuestro Tiempo”, nº 211, Janeiro 1972. Este número é dedicado todo à adolescência.
HURLOCK, Psicologia de la adolescência, Ed. Paidós.
DEBESSE, La adolescência. Vergara. A adolescência é abordada do ponto de vista individual e social.
MORAGAS, Pedagogia familiar, Ed. Lumen, Barcelona, 1964.





ficou melhor que o meu...
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